sexta-feira, 11 de maio de 2012

Aparições de Nossa Senhora em Fátima



Os povos envolvidos em guerra (1ª guerra mundial 1914-1918) espalhavam a morte, medo e a dor. Portugal atravessava uma grave crise, almas desorientadas envolviam-se na descrença, corações com fé suplicavam paz e a salvação para o mundo. Foi nesta atmosfera humana que brilhou o belo e risonho dia 13 de Maio de 1917.
Neste dia as três crianças apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, freguesia de Fátima, conselho de Vila Nova de Ourém, hoje diocese de Leiria-Fátima. Chamavam-se Lúcia de Jesus, já com 10 anos, e Francisco e Jacinta Marto, seus primos, de 09 e 07 anos.
Por volta do meio dia, depois de rezarem o terço, como habitualmente faziam, entretinham-se a construir uma pequena casa de pedras soltas, no local onde hoje se encontra a Basílica. De repente, viram uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, decidiram ir-se embora, mas, logo abaixo, outro clarão iluminou o espaço, e viram em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Aparições), uma "Senhora mais brilhante que o sol", de cujas mãos pendia um terço branco.
A Senhora disse aos três pastorinhos que era necessário rezar muito e convidou-os a voltarem à Cova da Iria durante mais cinco meses consecutivos, no dia 13 e àquela hora. As crianças assim fizeram, e nos dias 13 de Junho, Julho, Setembro e Outubro, a Senhora voltou a aparecer-lhes e a falar-lhes, na Cova da Iria. A 19 de Agosto, a aparição deu-se no sítio dos Valinhos, a uns 500 metros do lugar de Aljustrel, porque, no dia 13, as crianças tinham sido levadas pelo Administrador do Conselho, para Vila Nova de Ourém.
Na última aparição, a 13 de Outubro, estando presentes cerca de 70.000 pessoas, a Senhora disse-lhes que era a "Senhora do Rosário" e que fizessem ali uma capela em Sua honra.
Depois da aparição, todos os presentes observaram o milagre prometido às três crianças em Julho e Setembro: o sol, assemelhando-se a um disco de prata, podia fitar-se sem dificuldade e girava sobre si mesmo como uma roda de fogo, parecendo precipitar-se na terra.

Posteriormente, Nossa Senhora apareceu só a Lúcia uma 7ª vez em 15 de Junho de 1921 na cova da Iria como ela mesma conta em seu diário, indicando o caminho que Lúcia deveria seguir.

Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!

NOTA M.E.J.: De maio a outubro, todo dia 13, a Paróquia São Judas Tadeu e Nossa Senhora de Fátima (Em Bangu) faz a procissão da Luz relembrando todas essas aparições!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Festa da 1ª sexta de cada mês


Festa do Sagrado Coração de Jesus


Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim

A Igreja celebra a Festa do Sagrado Coração de Jesus na sexta feira da semana seguinte à Festa de Corpus Christi. O coração é mostrado na Escritura como símbolo do amor de Deus. No Calvário o soldado abriu o lado de Cristo com a lança. Diz a Liturgia que “aberto o seu Coração divino, foi derramado sobre nós torrentes de graças e de misericórdia”. Jesus é a Encarnação viva do Amor de Deus, e seu Coração é o símbolo desse Amor. Por isso, encerrando uma conjunto de grandes Festas (Páscoa, Ascensão, Pentecostes, Santíssima Trindade, Corpus Christi), a liturgia nos leva a contemplar o Coração de Jesus.Pio XII disse: “Nada proíbe que adoremos o Coração Sacratíssimo de Jesus Cristo, enquanto é participante e símbolo natural e sumamente expressivo daquele amor inexaurível em que, ainda hoje, o Divino Redentor arde para com os homens”.Essas são as Promessas que Jesus fez:“No extremo da misericórdia do meu Coração onipotente, concederei a todos aqueles que comungarem nas primeiras sextas feiras de cada mês, durante nove meses consecutivos a graça do arrependimento final. Eles não morrerão sem a minha graça e sem receber os SS. sacramentos. O meu coração naquela hora extrema ser-lhe-á seguro abrigo”.

As outras promessas do Coração de Jesus a Santa Margarida Maria Alacoque:1 - Conceder-lhe-ei todas as graças necessárias ao seu estado.2 - Porei a paz em suas famílias.3 - Consolá-los-ei nas suas aflições.4 - Serei seu refúgio na vida e especialmente na hora da morte.5 - Derramarei copiosas bênçãos sobre suas empresas.6 - Os pecadores encontrarão no meu Coração a fonte, oceano infinito de misericórdia.7 - Os tíbios se tornarão fervorosos.8 - Os fervorosos alcançarão rapidamente grande perfeição.9 - Abençoarei os lugares onde estiver exposta e venerada a imagem do meu Coração.10 - Darei aos sacerdotes a força de comover os corações mais endurecidos.
11 - O nome daqueles que propagarem esta devoção ficará escrito no meu Coração e de lá nunca será apagado.

sábado, 21 de abril de 2012

Os Três Pilares do M.E.J.

O EVANGELHO


O compromisso do mejista é com uma pessoa muito especial e muito querida: JESUS de Nazaré, o Amigo de todas as horas que ama as crianças, adolescentes e jovens; a Palavra que devemos ouvir e vivenciar; o Mestre que nos envia a evangelizar; o Coração que ensina a amar como Ele ama. Para amar e evangelizar como o Coração de JESUS, é necessário ficar na escuta de sua Palavra, tentando imitar suas atitudes, como lembrava o Papa João Paulo II por ocasião do 150º aniversário do AO: “Em sua vida espiritual quanto mais alguém se inspira na Palavra de Deus no Evangelho, tanto mais se identifica com os sentimentos de Cristo”.


A EUCARISTIA


O MEJ propõe aos jovens descobrir que podem fazer de toda sua vida uma oferenda: Tudo receber para tudo dar. Eis a intuição eucarística do MEJ: Doar-se seguindo o exemplo de Jesus Cristo que se doa, que partilha a mesa, que reparte o pão e sua vida no mistério eucarístico. Doar-se no oferecimento diário, nos gestos cotidianos, nas celebrações, na missão. “Eu sou a videira e vós os ramos. Quem permanece em mim, como eu nele, produzirá muito fruto. Separados de mim nada podeis fazer” (Jo 15,5).
Na Eucaristia Cristo ressuscitado se
doa como alimento e bebida para tornar-se o centro de nossa vida interior e para que revelemos, em nosso comportamento e nossa ação, que é Ele que vive em nós. João Paulo II falou aos responsáveis pelo AO (1985): “Deveis empenhar-vos em formar cristãos modelados interiormente pela Eucaristia, força transformadora que faz da nossa existência um serviço solidário direcionado aos irmãos, como o Corpo de Cristo que se oferece e seu Sangue que é derramado”.
Como jovem responsável por um mundo melhor, o mejista, alimentado na Eucaristia e estimulado pelo exemplo de JESUS, reparte o pão de sua vida com a comunidade, especialmente com o mundo jovem, com os mais pobres, com os mais necessitados.


A MISSÃO


O MEJ quer ajudar os jovens a fazer a ligação entre sua fé e sua vida, e a engajar-se na Comunidade ou no ambiente onde vivem. O MEJ é um movimento apostólico. Nasceu do impulso missionário de jovens estudantes que desejavam colaborar para o crescimento do reinado de Cristo. Essa colaboração pode ser feita em dois níveis:
Primeiro, por meio da oferenda diária de nossas orações e atitudes, nossas obras, nossa vida para a salvação do mundo. Colaboramos com Cristo não somente com nossa atividade. Ele próprio nos convida a orar e interceder: “Pedi e ser-vos-á dado...” (Lc 11,9). “Pedi ao dono da messe que mande operários...” (Mt 9,38). O Santo Padre estima tanto a força da oração que propõe pessoalmente uma intenção geral e outra missionária para cada mês.
Segundo, por meio do testemunho e da ação. Um grupo fechado em si mesmo pouco a pouco transforma-se numa panelinha e acaba por morrer. O membro do MEJ é estimulado a alargar os horizontes, abrindo os olhos para sua escola, seu ambiente de trabalho, sua comunidade, sua cidade, e a descobrir como pode colaborar para ajudar os outros, especialmente o mundo jovem. Ser testemunha significa manifestar aquilo que se vive, abrir-se para tentar responder aos apelos dos irmãos mediante gestos concretos a favor daqueles que vivem próximos do próprio ambiente.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

O que é o M.E.J.

É uma seção especial do AO que tem elementos específicos e uma direção própria, segundo as circunstâncias. O AO, na expressão recente do Diretor Geral, Pe. Peter-Hans Kolvenbach, SJ, na sua “Carta Espiritual” (08/06/2003), é um caminho rumo à santidade para o cristão do 3º milênio e ao mesmo tempo uma comunidade missionária: "O Apostolado da Oração propõe um caminho rumo à santidade a partir do oferecimento diário que transforma nossa vida e nos coloca em comunhão universal de preces pela força do Espírito que habita em nossos corações e nos impele a vivenciar os mesmos sentimentos do Coração de JESUS para que, alimentados e modelados por Ele na Eucaristia e reconciliados pelo Sacramento da Penitência, possamos colocar-nos plenamente, de coração inteiro, a seu serviço e a serviço da Igreja, a exemplo de Maria, para que seu Reino venha a nós”.

São Francisco Xavier, um dos padroeiro do M.E.J.

Padre espanhol (7/4/1506-3/12/1552). Um dos principais missionários da Igreja Católica Romana da era moderna. Nasce na cidade de Navarra, no castelo de Xavier. Terceiro filho de um nobre, desde a infância é destinado à vida eclesiástica.
Em 1525 ingressa na Universidade de Paris, centro teológico da Europa, para começar os estudos. Conhece Inácio de Loyola e torna-se um dos sete membros iniciais da Companhia de Jesus. Na Capela de Montmartre, em 15 de agosto de 1534, faz votos de pobreza e castidade e promete dedicar-se ao trabalho de salvar a alma dos crentes e dos não crentes. Completa os estudos em 1537.

Ordenado padre no mesmo ano, dá início na Itália, com outros membros da Companhia de Jesus, a um trabalho espiritual que atrai muitos governantes católicos. Entre eles, o rei João III, de Portugal, que deseja enviar padres para disseminar o catolicismo em seus domínios na Ásia. Francisco Xavier parte para a Índia na mesma época em que o papa Paulo III reconhece formalmente a ordem da Companhia de Jesus.

Desembarca em Goa em 1542 e passa os três anos seguintes ao lado dos pavaras, pescadores de pérolas do sudoeste indiano. Parte para o arquipélago malaio em seguida, onde evangeliza a população de Malaca. Leva o trabalho da Companhia até o Japão entre 1549 e 1551. Morre de febre em uma aldeia da China. É canonizado em 12 de março de 1622.

São Francisco Xavier, rogai por nós!